New skills e a vontade de aprender como fator chave de sucesso!

De acordo com a publicação de HBR – Making Learning a part of every day work, Josh Bersin and Marc Zao-Sanders – 80% dos CEO afirmam que a necessidade de novas competências é o seu maior desafio nos tempos que correm.

Para os colaboradores, as pesquisas mostram que as oportunidades de desenvolvimento se tornaram no segundo fator mais importante na felicidade no trabalho logo a seguir à natureza do trabalho propriamente dito.

Afirmam assim estes autores que a aprendizagem é uma “maré crescente que levanta todos os barcos” já que somos uma espécie que nasce com o instinto de aprender ao longo da vida.

Uma grande maioria das pessoas que trabalham, sentam-se em frente a um computador cerca de 6,5 horas por dia. Essas horas distribuem-se com 28% do tempo no email, 19% do tempo à procura de informação e 14% do tempo a comunicar internamente. Estas três atividades combinadas somam 61% do tempo total da população que trabalha.

A aprendizagem ou a aquisição de novas competências, sendo um fator chave de sucesso, fica assim comprometida dadas as rotinas a que a grande maioria de nós está sujeito. Torna-se, por isso, fundamental que a empresa integre a aprendizagem ou aquisição de new skills nas suas rotinas, no seu ADN.

Podemos pensar em new skills como algo francamente complexo que requer cursos e horas de formação ou treino mas podemos, igualmente, iniciar essa caminhada com aprendizagens mais leves e menos exigentes que, de uma forma cumulativa, se poderão traduzir em novas formas de fazer um trabalho ou em conhecimento que anteriormente não existia na organização.

Uma prática corrente em bastantes organizações Norte Americanas passa por definir e anunciar o “livro do ano”. O “livro do ano” pode, aos dias de hoje, passar a ser o livro do mês ou do trimestre. Quem fala do livro fala de um Ted Talk ou de meios que vão traduzir-se em aprendizagem individual e coletiva. Se uma equipa assistir a um vídeo de 15’ ou que sejam 5’ por dia não é difícil percebermos em quantas horas de conhecimento esses 15’ ou 5’ se vão traduzir no final de um ano.

Mas para que isso aconteça é fundamental que a aprendizagem seja reconhecida como prioritária e que o espaço de desenvolvimento seja encorajado no ambiente de trabalho tanto individual quanto coletivamente.

Para que o desenvolvimento seja um eixo estratégico da empresa é fundamental que a sua implementação ocorra bottom-up e top-down e, de acordo com o artigo citado anteriormente, essa aquisição de conhecimento e competências deve, cada vez mais, ser integrada no fluxo de trabalho diário e de forma constante. Só assim garantimos empresas e equipas atualizadas, com condições e vontade de desenvolver novas competências.

Artigo publicado na edição nº 140 da RH Magazine

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