Quando servir bem num “Kastelo”, “NOMEIODONADA”, faz bem à saúde!

O Kastelo é, para todos os efeitos, um hospital, mesmo não parecendo, a servir bem, muito bem! Não é por acaso que o Kastelo pertence a uma Associação com o nome “NOMEIODONADA”.

Antes de lhe relatar esta história, é importante enquadrar a iniciativa. Falamos de uma instituição que acolhe crianças dos zero aos dezoito anos que necessitam de Cuidados Continuados e Paliativos com patologia crónica. Como se pode ler no site do Kastelo.

“(…) As crianças portuguesas com este tipo de necessidades não tem sido abrangidas pelos projetos do Serviço Nacional de Saúde, sendo ignoradas e esquecidas ficando internadas por longos períodos nos Serviços de Pediatria, verificando-se o comprometimento do vínculo familiar e do próprio desenvolvimento infantil, provocando, por vezes, a desestruturação familiar devido à conjuntura social.”

Antes de descrever esta iniciativa, é importante pensarmos que os pais destes Príncipes e Princesas, como são tratados por lá, estiveram privados de ver os seus filhos mais de um ano. Da mesma forma, foram impedidos alguns trabalhos de manutenção do espaço durante este período habitualmente executados por voluntários. Se pararmos uns minutos para nos colocarmos no lugar deles, empatia pura, é fácil pensarmos no quanto deverá ser penosa não só a distância, mas ao voltar perceber um espaço menos cuidado ou mesmo “colorido”.

A iniciativa, que este artigo relata, prende-se com isso mesmo.

“Vamos dar cor ao “Kastelo”, pelos que lá estão, crianças e profissionais, e por aqueles que lá vão visitar os seus filhos. De entre tantas necessidades era importante pintar uma cerca com 350 metros. Dar-lhe cor! Começo por  lhe dar a conhecer a equipa que levou a cabo esta iniciativa e o seu propósito para depois deixar a narrativa a cargo do António Trindade autor desta obra. O projeto Atrindade & Friends é um Projeto de Responsabilidade Social lançado em 2016 com o objetivo de promover iniciativas solidárias que envolvessem amigos e Clientes da equipa que se dedica ao imobiliário.  Desde essa altura até à presente data as iniciativas levadas a cabo por esta equipa são muitas e, todas elas, marcantes como pode conferir!

Já conhecedora do projeto, mas não do “Kastelo”, fomos desafiados para passar um dia a pintar uma cerca de dimensões que deixam qualquer ginásio a parecer pequeno. Digo desafiados porque o dia foi passado com o meu marido e o meu filho mais novo.

Esta é uma parte da cerca do Kastelo a que nos propusemos dar cor.

Depois desse dia, altamente gratificante, pedi ao António um breve relato e eis que o descreve desta forma:

“Vamos dar cor ao Kastelo…

Foi esta ideia que surgiu quando identificamos a necessidade de fazer alguns trabalhos de manutenção no Kastelo – 350 metros de cerca eram necessários colorir.

Contratar uma empresa para o efeito é sempre uma opção, no entanto, com o objetivo de dar a conhecer o Kastelo, optei por convidar alguns amigos e empresas para fazer este trabalho.

O desafio era tremendo. Desde escolher o dia, convidar pessoas, constrangimentos com o número de pessoas no local, organizar turnos, cumprir as normas DGS, aprovisionar materiais e equipamentos… não faltavam os obstáculos.

Se o objetivo é bom, o obstáculo será apenas desafio!

Escolher o dia foi o primeiro desafio. O mais tarde possível para fugir à pandemia e o mais cedo possível para fugir à chuva. E a chuva quase nos apanhou quando durante a semana choveu várias vezes.

Depois foi ao telefone que individualmente falei com os cerca de 40 amigos e empresas parceiras da Equipa ATrindade. 

As tintas resolveram-se com um telefonema e uma visita ao local. Possível com a generosidade do representante e amigo da Argatintas.

Trinchas e pincéis, a HS Engenharias disponibilizou a oferta e pôs toda a gente de pincel na mão.

Doces e salgados, o amigo da Doce Alto não deixou faltar para que durante o dia houvesse energia para continuar a trabalhar.

Muitos outros anónimos, alguns que fisicamente não estiveram presentes, colaboraram para o sucesso deste empreendimento.

Não podia falhar nada. Às 8h da manhã já estava no Kastelo, exausto depois da noite mal dormida a pensar em tudo para que não falhasse nada, para poder receber os convidados e ser capaz de os pôr a trabalhar.

Os convidados foram chegando, o Kastelo começou a ganhar cor, o envolvimento e dedicação de todos foi contagioso onde imperou um sentimento de generosidade e amizade. A boa disposição foi constante havendo até oportunidade de alguns pularem a cerca.

Sinto que o Kastelo ganhou mais um grupo de embaixadores, e todos os que lá estiveram ganharam um grupo de amigos.

Este é o objetivo da ATrindade & Friends: Juntar amigos que ajudam outros amigos que necessitam.

Fazemos Muito Quando Todos Fazemos um Pouco!” (António Trindade)

Servir bem faz bem à saúde!

Poderia terminar aqui mesmo este artigo, mas ficaria incompleta a parte onde o título faz algum sentido.

É sabido que uma boa ação provoca uma libertação de endorfinas semelhante à que ocorre num atleta depois de uma corrida. Se as endorfinas nos protegem de stress, doenças e afins, a dopamina, hormonal da felicidade como vulgarmente lhe chamamos, também está muito presente quando sabemos fazer bem a “alguém”. E só isto é suficiente para afirmar que servir bem faz bem à saúde.

Se já leu o meu primeiro livro, Top Service- A escolha é sua, sabe que tenho quase um capítulo inteiro a defender este facto.

Viajamos até São Mamede de Infesta e passamos um dia, das 09:00 às 19:00, a lixar, pintar, pensar, refletir, aprender, conversar, rir e sorrir… enfim, passamos um dia ao serviço. Um dia ao serviço da instituição, do físico e da alma!

Servir bem faz bem à saúde!

O grande propósito deste artigo passa por o contagiar a integrar ou iniciar este tipo de projetos. Individualmente ou em equipa acredite que a promoção de união, o bem estar associado a um propósito nobre é dos melhores ingredientes que pode dar a si próprio, a um colaborador, a uma equipa e à cultura de serviço de uma empresa.

O “Kastelo” tem ainda muito trabalho para fazer e lá estaremos, sempre que nos for permitido e viável, mas não será este o único Kastelo que precisa de serviço. E para servir, estamos sempre cá, até porque, como comecei, termino: Servir bem faz bem à saúde e, caso para dizer, o serviço está em todo o lado!

Servir bem faz bem à saúde e, caso para dizer, o serviço está em todo o lado!

Votos de bom serviço!

 

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2 thoughts on “Quando servir bem num “Kastelo”, “NOMEIODONADA”, faz bem à saúde!

  1. Enquanto actor no evento, sou suspeito, mas aqui vai o meu genuíno aplauso pelo texto e principalmente pela iniciativa do António Trindade & Friends.

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